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LaborSão



 
Em sua camiseta, suor
Em seu paletó, um tostão
Em sua calça, uma flor
 Os sapatos, calos farão
O chapéu, sem cor
O nariz, a acusação 
De não ser sofredor
Os olhos, sua abstração
Com sorriso encantador
 "Mas quanta distração!"
Diz o locutor
"Pra quê tanta falação?
 Se ele é o portador
 Da fama de paspalhão!
O povo se incomodou
Com o atraso desse cascão!
 Entra! Vira ator
E dá-lhes Satisfação!" 
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"Papai já chegou!!"
"Ora, quanta empolgação!
Mas que menino falador!
Aqui, dê à sua mãe o leite e o pão."
 

 

 Rogério N

Bardos Errantes ou Bar dos Errantes?



Recordo-me, caro freguês, de alguns andarilhos que certa vez passaram por esta estalagem. Contavam seus relatos de viagem ao som de instrumentos de cordas que dois deles carregavam. Não cobravam dinheiro, apenas um pouco de atenção daqueles que estavam dispostos a ouvi-los.

Quem somos? Somos ruminantes de ideias, rabiscadores de improvisos...
.

Créditos de Imagem:"O Bode"


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Me contaram as más línguas, que existe um tal lugar. Um bar.
Onde eu possa estar, beber, pensar. Um bar.
Indiferente às diferenças, imensas. Pra lá.
Nem tão leste europeu, como Vale de Aran, Pirineu. Um pouco mais para cá.
Que se mude, que se faça, que se crie. Sonhar.
Andar errante, mesmo que parado, assim cambaleante. Sei lá.
Nem tão distante Olimpo, distinto, recinto. Que há?
Há de crer, fazer acontecer. Um bar.
Nem tão distante, pensante, bar’do viajante. Um bar.

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Thiago Ramos